sábado, 25 de setembro de 2010

Continuação... Verdades Inconseqüentes

Sua paciência esgotou, e Alice explodiu e desabafou:
- Então, tá, vocês querem ficar falando mal dos meus amigos? Vão ter que falar de mim também, porque, sim, eu sou igual a eles. Pai, mãe, me desculpem - lágrimas começaram a brotar de seus lindos olhos azuis - eu ia contar, juro que ia, mas não queria que tivesse que ser assim. Eu amo vocês e espero que me entendam, porque eu estou amando, e esse amor é mais forte do que tudo em minha vida, e seu nome é Paula...
Alice bem que tentou continuar, mas seu pai gritou, e gritara como jamais tivera  gritado com ela. E a mandou sair, pegar suas coisas e sumir daquela casa. Sua mãe chorava, desesperadamente, Alice queria abraçá-la, mas seu pai estava de pé defronte a ela, a impedindo. Alice entrou, arrumou o que coube em sua mochila e saiu, num misto de alívio e dor.
Seus pensamentos voltaram para o agora, ela sentia a chuva fria cair sobre seu corpo indiferente a sua dor. A verdade parecia não querer entrar em sua cabeça, mas ela tinha que aceitar. Havia uma decisão a ser tomada.
Começou correr, foi procurar Paula, decidiu ficar com seu amor, que a aceitava e a entendia. Não sentia mais a chuva, corria rumo a felicidade, e sabia que não haveria volta. Alice foi em busca da sua própria vida, sem preconceitos.


Tairine Favretto

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